O porto do Caí era a última parada para quem vinha de Porto Alegre pelo rio

A falta de estradas fez com que o rio Caí se constituísse na via de transporte mais viável, nas primeiras décadas do Vale do Caí. A região toda era coberta por mato fechado e este foi o motivo do grande progresso que São Sebastião do Caí alcançou logo no surgimento da vila, pelas décadas de 1850 e 1860. Nesta época o rio Caí era o melhor caminho disponível. A alternativa era andar a pé ou a cavalo por trilhas estreitas e esburacadas. Usando inicialmente canoas e, mais tarde, até barcos movidos a vapor, as pessoas usavam o rio para fazer o transporte de mercadorias e passageiros. Através do rio, os moradores da região se comunicavam com Porto Alegre sem enfrentar os perigos e as dificuldades da travessia da mata.

Porém, a navegação era viável só até o local onde hoje existe a cidade do Caí. Logo acima existe uma corredeira que impossibilitava a passagem dos barcos. Quem vinha de Porto Alegre de barco era obrigado a desembarcar no lugar onde hoje fica a cidade. E assim se formou ali um porto e a própria cidade. A partir dali foram, com o tempo, abertas estradas pelas quais os produtores do Vale do Caí, e depois também os da Serra, transportavam suas mercadorias para serem embarcadas no porto fluvial do Caí e depois seguirem de barco para Porto Alegre.

Quando o município foi criado, foram incluídas nele duas localidades que eram mais antigas do que a sede municipal: Capela de Santana e São José do Hortêncio.

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