Montenegrino, Cylon Rosa foi o governador do Rio Grande do Sul por um ano, entre 1946 e 1947 Reprodução/Internet

Antônio Machado Rosa foi professor de uma escola pública, em Montenegro. Na década de 1930 ele explorava também uma casa comercial, com a ajuda da esposa e dos filhos. A loja estava situada na esquina das ruas José Luís e Doutor Flores e funcionava como armazém e venda de tecidos. Nascido em 16 de fevereiro de 1872, em Montenegro, veio a falecer na mesma cidade no dia 22 de janeiro de 1938. Seus pais foram Júlio Rodrigues da Rosa e Maria Eulália Machado da Rosa. Ambos descendentes de açorianos. Quando jovem, Antônio estudou em Porto Alegre, na Escola Normal e, em 1896, casou com Orcina Fernandes Rosa, filha do capitão Jacinto José Fernandes, veterano da Guerra do Paraguai.

O casal teve seis filhos Pompilio Cylon, Jacinto, Homero, Antônio Carlos, Dila e Deli. Depois de lecionar em escolas estaduais de diversos municípios gaúchos, obteve sua transferência para Montenegro no ano de 1912 e lecionou na cidade até a sua morte. Era um intelectual, excelente orador e participativo na política. Era republicano convicto e defensor de Getúlio Vargas. Homem de ideias avançadas, já na década de 1920 fazia discursos de pregação ecológica, pela preservação das árvores e das aves.

Os filhos de Antônio da Rosa foram pessoas de destaque em Montenegro, como o Antônio Carlos Fernandes Rosa, que foi comerciante (diretor da revenda de automóveis Rosauto) além de grande historiador. Mas o mais destacado deles foi, sem dúvida, Pompilio Cylon Fernandes Rosa.

Cylon Rosa nasceu em Montenegro no dia 27 de maio de 1897. Estudou na Escola Elementar na cidade e, aos 16 anos, foi morar em Porto Alegre para continuar os seus estudos. Trabalhava na Farmácia da Santa Casa de Misericórdia enquanto estudava na Escola Preparatória. Depois ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, na qual formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1923. Passou a atuar como advogado em Montenegro neste mesmo ano e, em 1926, casou-se com Annita Machado Rosa, que lhe deu os filhos Antônio Machado Rosa Neto, João Batista Machado Rosa, e Yolanda Rosa Rodrigues de Freitas.

Na Wikipedia, encontramos a seguinte biografia do ex-governador gaúcho:
Pompílio Cylon Fernandes Rosa (Montenegro, 27 de maio de 1897 — Porto Alegre, 20 de junho 1987) foi um advogado e político brasileiro. Governador do Rio Grande do Sul no período de transição do Estado Novo para a redemocratização.

No ano de 1923, diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Porto Alegre, retornando após a sua terra natal, onde passou a exercer a advocacia. No ano seguinte foi eleito, em Montenegro, conselheiro municipal, o equivalente, hoje, ao cargo de vereador. Exerceu a presidência da Câmara de Vereadores até 1928. Após essa data, foi nomeado consultor jurídico da prefeitura.

Durante a Revolução de 1930, serviu como tenente na coluna do Nordeste, comandada pelo General Valdomiro Lima, seguindo para o Rio de Janeiro, onde participou da tomada do poder. Após a posse de Getúlio Vargas, regressou ao Conselho Municipal de Montenegro. Em 1934, foi eleito deputado estadual, sendo o mais votado, e integrando a Assembléia Constituinte, que, após, foi transformada em Assembléia Legislativa, na qual Cylon Rosa assumiu a Presidência da Comissão de Finanças e Orçamento.

Em 1937, Getúlio Vargas instaura o Estado Novo, centralizando o poder na figura do presidente. A Assembléia gaúcha, como as demais do pais, foi dissolvida. Cylon Rosa foi então nomeado diretor e, em seguida, presidente da Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul.

Em 1945, Getúlio é deposto e o Estado Novo tem seu fim. Com a eleição à presidência da República do General Eurico Gaspar Dutra, Cylon Rosa é indicado pela presidência para governador do Rio Grande do Sul, tendo assumido o cargo em 7 de fevereiro de 1946. Em sua gestão, dedicou-se atenção às necessidades do setor rural, com bem sucedido combate às epidemias que dizimavam os rebanhos rio-grandenses. Ainda no seu governo, executou plano de implantação de usinas elétricas.

Promulgada a Constituição federal, foi marcado o dia 19 de janeiro de 1947 para as eleições da Constituinte estadual e do Governo do Estado. Cylon Rosa passou o cargo ao governador eleito, Walter Só Jobim, no dia 26 de março de 1947. Retorna, então, à presidência da Caixa Econômica Federal.

Em 1950 tenta voltar ao governo do estado pelo voto direto, pelo PSD, mas é derrotado pelo também ex-interventor Ernesto Dornelles, candidato pelo PTB e que fez 50 mil votos a mais que Cylon Rosa. Getúlio Vargas, que é eleito presidente no mesmo pleito, em 1952 convida Cylon Rosa para assumir a diretoria da Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Em 1961, retorna à direção da Caixa Econômica Federal, no Rio Grande do Sul.

Foi ainda diretor-presidente da Companhia Papel e Papelão Pedras Brancas (pertencente ao Grupo Votorantin) entre os anos de 1961 a 1977.

Cylon Rosa desempenhou, também, atividades profissionais na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Depois, prestou concurso para o Arquivo Público, sendo nomeado para a Seção de História e Geografia do Departamento da Administração Pública Estadual. Mais tarde foi funcionário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

Em 30 de dezembro de 1978 casou-se, em segundas núpcias, com Neli Isolete Azeredo Rosa. Faleceu, em Porto Alegre, no dia 20 de junho de 1987. Ao morrer, o montenegrino Cylon Rosa tinha 90 anos.

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