Jerônimo Schmitz foi dono de uma olaria. Seu filho José Reinaldo, também. E este casou com Margarida Cecília Braun. O casal morava na Bela Vista, localidade que hoje pertence ao município de Bom Princípio e teve seis filhos: Libório, Otomar, Valdomiro, Saturnino, Simplício e Valéria. José Reinaldo morreu cedo e dona Margarida casou novamente com Odvino Rockembach, com quem teve mais um filho chamado Remi.

Libório Schmitz herdou o espírito empreendedor do pai e do avô e tornou-se um grande empresário. Um dos maiores da região nos meados do século XX.
Em 1945, ele começou uma olaria na Bela Vista junto com seus irmãos Valdomiro, Saturnino e Simplício. Libório, o mais velho deles, era também o líder da sociedade. Eles tinham também uma ferraria e Libório, com o seu dinamismo, impulsionava todos os negócios. Ele entrou no ramo de compra de madeira no norte do estado para vender em Porto Alegre e outras cidades gaúchas. Costumava sair de madrugada, dirigindo o seu caminhão, para ir buscar a madeira nas serrarias distantes, enfrentando as difíceis estradas da época.

Com o tempo passou a comprar madeira também em Santa Catarina e a empresa Schmitz abriu uma filial em naquele estado, numa localidade próxima à cidade de São Joaquim, onde tinha também uma ferraria.

Libório tinha a fama de ser o homem mais trabalhador do município do Caí, do qual Bela Vista fazia parte naquela época. Pela sua seriedade e espírito empreendedor, tinha grande prestígio E isto fez com que ele fosse chamado a participar da política. Elegeu-se várias vezes vereador caiense cumprindo mandatos sucessivos dos anos de 1952 até 1969.

Na segunda-feira do kerb de Bela Vista, a Olaria Schmitz costumava promover um grande churrasco para os seus clientes e amigos. Era uma festa enorme, com 500 litros de chopp e churrasco a vontade. Podia chegar quem quisesse e ia muita gente, apesar do evento acontecer num dia útil. As vezes acontecia desta segunda-feira coincidir com o feriado de 15 de novembro. Então era até um problema, de tanta gente que comparecia.

No auge da sua carreira, investiu na criação do grande frigorífico Frivale, no município de Parobé, juntamente com outros sócios. Um empreendimento audacioso que acabou dando errado. O Frivale foi à falência e Libório, depois disto, já idoso, afastou-se dos negócios. Viveu seus últimos anos na Bela Vista, no convívio da família.
Ele faleceu aos 89 anos.

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