O nome da localidade foi escolhido na garagem da casa do vereador Valério Persch Arquivo Fato Novo

A localidade de Morro Azul, próxima à cidade de Harmonia, tem hoje um bonito nome. Mas não foi sempre assim. Antigamente todos tratavam o local pelo nome de Zegenberg, ou seja, Morro dos Carrapatos.

Por volta do ano de 1980 Valério Persch, que é morador da localidade, era vereador montenegrino. E, como haviam muitos bons jogadores de futebol naquela pequena localidade, se propôs a conseguir com a prefeitura de Montenegro a terraplenagem de um terreno para a implantação de um campo de futebol. O que permitiria a criação de um time local.

Foi realizada uma reunião na garagem da casa do vereador à qual compareceu uma boa parcela da população local (que não era muito grande). E compareceu, também, o vigário de Harmonia, padre Canísio Bays. O que deu prestígio para o evento, já que o vigário, numa comunidade interiorana como Harmonia, era a mais alta autoridade local.

Durante a reunião, o padre Canísio deu a seguinte opinião:
– O que é preciso ser feito, antes de mais nada, é mudar o nome da localidade.

Ele considerava que Morro dos Carrapatos era um nome muito negativo, já que esse inseto é uma praga que prejudica e desvaloriza as criações de gado.

A matéria foi posta em discussão e foram dadas várias sugestões. Mas nenhuma que agradasse ao vigário. Então ele falou:
– Tem que ser um nome simples e bonito. Algo assim como Morro Azul ou Morro Verde.

Mas a reunião terminou sem que nada ficasse muito bem acertado.

O campo de futebol não foi feito e o clube de futebol não foi criado. Mas para uma coisa ela serviu.

Na missa do próximo sábado o vigário falou no sermão:
– De agora em diante, vamos chamar o Zegenberg de Morro Azul.
E, como a palavra do vigário em Harmonia era lei, assim ficou sendo.

Embora que, até hoje, quando as pessoas estão falando em alemão, ainda utilizam o nome antigo.

Esta história nos foi contada pelo advogado Áureo Altenhofen, que nasceu e criou-se no Zegenberg. Na ocasião dos fatos aqui narrados, ele tinha 14 ou 15 anos e foi testemunha ocular dos fatos.

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