Após muitos de anos de hegemonia do PMDB no Caí, Léo Klein, do PP, é eleito prefeito em 2000 Arquivo/FN

Antigamente ocorreram eleições muito acirradas, como a de Egydio Michaelsen em 1935. Mas depois da década de 60 quase todas as eleições caienses foram marcadas pela desigualdade de forças. Por um longo período, o Doutor Bruno Cassel foi imbatível e se elegeu prefeito quatro vezes. Quando ele não concorria, Heitor Selbach (com a força dos votos de Bom Princípio, que pertencia ao Caí) ganhava sempre.

Neste período formaram-se duas correntes políticas que se alternavam no poder: uma delas liderada por Bruno Cassel (a antiga Arena favorável aos governos militares, depois PP) e outra o antigo PMDB liderada por Heitor Selbach (contrária aos governos militares, hoje MDB).

Quando Heitor Selbach morreu, a liderança maior do PMDB passou a ser Dary Laux. Por outro lado, como o Doutor Cassel já estava muito idoso, quem assumiu o controle do PP foram Egon Schneck e Gerson Veit. Ocorreu, então, um fenômeno político impressionante, pois Schneck e Gerson foram convidados por Dary Laux a ingressar no PMDB. Eles aceitaram e, com isto, formou-se um grupo político fortíssimo que detinha praticamente toda a força política do município. Como Dary Laux nunca desejou exercer o cargo de prefeito, Schneck e Gerson foram os candidatos deste grupo e governaram o Caí por 12 anos, elegendo-se com facilidade. Nestes doze anos, o PMDB montou um poderoso aparato político que parecia invencível.

No ano 2000 aconteceu outro fato surpreendente. Nem Schneck nem Gerson estavam dispostos a concorrer. Então Léo Klein (que fora ligado a Cassel, Egon Schneck e Gerson Veit) lançou sua candidatura de oposição e – favorecido pelo fato do candidato apresentado pelo PMDB, Cândido Schneider, não ser um político popular – ganhou a eleição. Uma verdadeira zebra, se for considerada a estrutura política do PMDB e as forças que Léo dispunha para se contrapor a ela. A diferença de votos foi de apenas 163 votos.

Depois disto, com Léo Klein na prefeitura, formou-se uma outra força política no município. E a eleição que ocorreu em 2004 foi uma disputa Léo x PMDB.

O PMDB ainda era muito forte no Caí, mas o prefeito tinha ao seu lado um grupo em condições de enfrentá-lo. Mostrando habilidade política, o prefeito conseguiu trazer para o seu lado partidos como o PT e o PSDB, além do único vereador eleito pelo PTB. Com isto, dos nove vereadores caienses, seis apoiaram o prefeito e apenas três ficaram com o candidato do PMDB, que foi Gerson Veit.

Outra vez a diferença de votos foi pequena. Léo Klein foi reeleito prefeito de São Sebastião do Caí com 7605 votos contra 7386 de Gerson Veit.

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