Na década de 1980, Danilo Fink, (não identificado), Cassel, Gerson Veit e Egon Schneck (de costas) formavam a cúpula do PDS, partido que apoiava o governo militar, no Caí Arquivo/FN

“Quando terminou o meu mandato, o Selbach foi eleito para me suceder. Em 1972, mais uma vez, fui assediado pelos companheiros, me pedindo pra continuar.

Eu sempre sempre dizia pro pessoal: “Eu fui muito bem recebido aqui no Caí e tenho uma dívida de gratidão com essa terra. Tudo que eu tenho está aqui. O meu filho já nasceu aqui. Eu gosto do Caí e o que eu posso fazer por ele eu faço. Mas vocês já estão exigindo de mais de mim.

Mas não adiantou Tanto me assediaram, que eu tive de concorrer pela terceira vez. Ganhei. Foi uma eleição muito fácil.

Eleito, eu parti pra fazer alguma coisa que verdadeiramente contribuísse para o progresso do município. A época já era melhor e dava condições para administrar com mais eficiência. Quando eu aceitei concorrer, já foi com o compromisso do Governo do Estado de dar uma mão.

Já que, na época, quase não havia indústrias por aqui no Caí, só a Oderich e a fábrica de escovas, resolvi que devia atrair algumas novas empresas.

Então eu fui falar com o Ivo Silveira, em Novo Hamburgo, que era muito meu amigo.
“Se tiver uma indústria grande querendo se instalar na região, vamos levar pro Caí”, eu falei. ”É mesmo”, ele concordou, “o Caí merece”. Assim nós conseguimos a Cimar (industria de postes de cimento, hoje …….). A prefeitura deu o terreno e ela veio. Depois veio a Eran, dos franceses. Uma gente muito correta.

Tinha um diretor, o seu Kessler, que eu levei – uma vez – para almoçar no Variani. A esposa dele, quando viu a variedade de comida que havia na mesa, comentou comigo em alemão: “Se eu apresentasse uma comida dessas na Alemanha, eu ia pra cadeia.”

Eu ainda trouxe a SGS, a Amberguer (Café Amberguer), que estava condenada lá em Porto Alegre. Houve também um desequilíbrio na Arrozeira e eu tive de ir até Brasília para ajeitar a situação. Depois eu trouxe a Reichert, a Ligia e a fábrica que fazia a desidratação da alfafa, que acabou não dando certo mas serviu para instalar, depois, a fábrica de bicicletas da Odomo (em Bom Princípio).

Afinal de contas, essas fábricas todas que vieram pra cá fui eu que trouxe na minha última administração. Além da fábrica de carrocerias do Sehnem, dos Gegler (Móveis Gegler) e outros que eu não lembro agora.”

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