Homenagem da UNIMED pelos 50 anos de atividade médica do Doutor Cassel. O doutor é cumprimentado pelo doutor Bernardo Turkenitch e aplaudido pelos doutores Paulo Silveira e Ernesto Oderich. O evento foi realizado na antiga Tratoria Di Variani Arquivo/FN

“Na eleição seguinte, em 1951, concorreram o seu Aloísio Fortes, pelo PSD, e o Doutor Orestes (Orestes Lucas) do PTB. Ganhou o Orestes, por uma diferença muito grande. Depois o Doutor Mário Leão concorreu com o seu Egon Veit. Ganhou o Doutor Mário. Eu, enquanto isso, estava afastado, cuidando dos meus afazeres de médico.

Perto da eleição, seguinte, começaram a me assediar novamente. “Tu tens que concorrer outra vez”, eles diziam. Eu não queria. Cheguei até a deixar o pessoal sentado na sala de espera (do consultório) e fugir pela porta dos fundos, tentando me escapar da candidatura.
Mas, então, fizeram uma coisa que não deviam ter feito. Havia um acordo entre nós para lançarmos um candidato único, que unisse toda a cidade, evitando as brigas políticas.

Então apareceram alguns elementos de fora que organizaram uma reunião e uniram o PL e o PTB para lançar a candidatura do doutor Mário Leão.

Eu era muito amigo do doutor Mário, como sou até hoje. Mas os companheiros do PSD pediram, e insistiram, para que eu concorresse de novo. Muita gente me provocava, dizendo que eu estava com medo de concorrer. Então eu propus para o Mário que nós dois ficássemos de fora. Mas ele não aceitou a proposta. Disse que já estava comprometido.

Por fim, nós dois acabamos competindo e, por azar, ganhei de novo. Assim eu entrei no meu segundo mandato. Foi uma época muito difícil. Depois da revolução de 1964. Uma fase de transição. Muitas pressões políticas, cassações, ameaças daqui e dali. Não havia condições de administrar. Os recursos eram escassos e eu não pude fazer muita coisa pelo município.”

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