A política passou a fazer parte da vida do Doutor a partir do final da década de 1940 Arquivo/FN

“Naquela época era muito difícil exercer a medicina. Não havia antibióticos, nem raio X, nem nada. Era tudo na base do olhômetro. Além disso, era difícil por causa das viagens que a gente tinha de fazer. Eu, por exemplo, tinha uma clientela muito grande na Capela e na Conceição. Uma zona paupérrima, naquele tempo. Depois, com a acácia, é que aquela gente melhorou de situação econômica.

O Caí, naquela época, ainda tinha muito movimento por causa da navegação. Ela só começou a morrer em 1941, 42, quando abriram a estrada Júlio de Castilhos. O pessoal, então, começou a comprar caminhão e transportar os produtos pela estrada. O que ficava mais em conta, pois dispensava a despesa de embarque e desembarque nos cais do Caí e de Porto Alegre.

Antes disso, todos os produtos da Linha Nova, Linha Hortêncio e outras localidades dessa zona tinham de vir até o Caí para serem embarcadas no nosso cais e levadas, então, para Porto Alegre. Isso dava muito movimento de comércio no Caí.”

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