O Coronel Paulino Teixeira foi uma das maiores personagens da história de São Sebastião do Caí, dando nome, inclusive, a uma das principais ruas da cidade. Arquivo/FN

Segundo relata o padre Amstad em um de seus escritos, o seminário foi erguido no mesmo local onde, outrora, estava situada a casa ou a senzala (alojamento dos escravos) da fazenda de Juca Ignácio: “na mesma casa em que outrora os padres diziam a missa, algumas vezes por ano, para os pobres escravos de Juca Inácio, lá, onde miseráveis criaturas às centenas gemiam sob o jugo da escravatura, agora se acha o lugar sagrado, em que filhos de todas as nações – brasileiros, alemães, italianos -fazem a sua primeira preparação para a carreira apostólica.”

O “Esboço Histórico do Colégio São José de Pareci Novo”, publicado em 1942 numa publicação jesuítica, faz um relato do que era a fazenda de Juca Inácio.
“Até pelos meados do século dezenove, o Pareci não era senão uma vasta fazenda inabitada. O extenso terreno, aqui e ali levemente ondulante, era cortado pelo Rio Caí e compreendia mais ou menos a metade do atual município de São Sebastião do Caí.

O território todo media cerca de três a quatro léguas, isto é, de 15 a 20 quilômetros quadrados. Com exceção de 1/4 de légua de campo em Pareci Velho, todo o resto era fertilíssima terra de mata virgem. O proprietário da terra residia numa comprida casa de um andar de cerca de 80 metros de comprimento e 11 e meio de largura, na atual casa de retiros (a velha construção foi demolida para dar lugar a um dos prédios do seminário).

José Inácio Teixeira, mais conhecido pelo nome de Juca Inácio, mandou, em 1854, medir as suas terras e confiou-as a dois colonos de São José do Hortêncio (segundo apurou Leandro Telles, o agrimensor foi o alemão Ernst Muezell e os dois colonos que fizeram a venda das terras eram Peter Kuhn e Peter Heck), para que as vendessem e colonizassem.

Paulino Teixeira, filho e herdeiro de Juca Inácio, ficou mais tarde com as posses de seu pai. Mudando-se porém para a outra banda (o outro lado) do rio, deixou como administrador da fazenda o senhor Jacó Ely. Este começou logo a derrubar as grandes matas e, para valorizar a madeira, construiu uma serraria.”

O Coronel Paulino Teixeira foi o primeiro intendente (prefeito) caiense, eleito em 1891       Reprodução/FN

O Coronel Paulino Teixeira foi uma das maiores personagens da história de São Sebastião do Caí, dando nome, inclusive, a uma das principais ruas da cidade. Ele foi o primeiro intendente (prefeito) caiense, eleito em 1891.

Paulino Inácio foi caiense porque mudou-se para o outro lado do Rio. Em meados do século XIX, a margem direita do rio Caí pertencia ao município de Triunfo, enquanto que a margem esquerda pertencia ao município de São Leopoldo. Montenegro emancipou-se de Triunfo no ano de 1873 e manteve o controle político sobre o território dos atuais municípios de Pareci Novo, Harmonia e Tupandi por mais de um século. O Caí emancipou-se de São Leopoldo em 1875.

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