Um forte incentivo da prefeitura aos produtores rurais na produção primária, como aviários e pocilgas, levou a economia de Harmonia a outro patamar. Arquivo/FN

O aspecto econômico é fundamental para o desenvolvimento de uma comunidade, da mesma forma que acontece com uma família. Se numa casa de família os ganhos são maiores que as despesas, as melhorias vão aparecendo. A família compra aparelhos úteis, reforma a casa ou constrói uma nova, compra um bom carro. Se, pelo contrário, a cada mês o dinheiro que entra é insuficiente para pagar as contas, as coisas começam a dar para trás. E era isto que estava acontecendo com a prefeitura e o município de Harmonia no final da década de 80. A citricultura – base da riqueza do município – passava por uma séria crise. Com isto a arrecadação da prefeitura estava diminuindo e não era mais possível fazer obras e prestar serviços para melhor a situação do povo.

Então, a partir de 1997, o jovem prefeito Carlos Alberto Fink, que havia assumido o governo municipal no início daquele ano, resolveu adotar um plano estratégico de desenvolvimento inspirado no exemplo do vizinho município de Tupandi. A ideia era muito simples e baseava-se no princípio de que, antes de gastar, é preciso tratar de ganhar o dinheiro.

Nos primeiros anos, a maior parte dos recursos da prefeitura seriam destinados a incentivar o desenvolvimento da produção no município. E isto foi feito com muito empenho.

A prioridade foi o incentivo aos produtores rurais. Foi dado apoio, principalmente, àqueles que queriam implantar aviários e pocilgas nas suas propriedades. Além disto se continuou incentivando e apoiando os produtores que se dedicavam à citricultura. E foi incentivada, também, a diversificação das culturas.

Este trabalho foi continuado ao longo de oito anos de governo (Carlos Alberto reelegeu-se no ano 2000) e o resultado dele provocou uma verdadeira revolução no setor agropecuário do município. Para se comprovar isto basta dizer que no ano de 1996 o valor da produção rural, contado pela emissão de notas fiscais, foi de apenas R$ 960.000,00. Em 2004 a soma das notas emitidas chegou a R$ 2.860.000,00. Ou seja, a emissão de notas triplicou nos últimos oito anos.

O plano dá certo

Graças ao programa de incentivos da prefeitura foram implantados em Harmonia 45 modernos aviários nos no governo de Carlos Alberto Fink. E, em meados de 2005, a produção de frangos no município já chegava a 12 milhões por ano. Também foi muito expressivo o aumento na produção de suínos. Hoje 52 produtores produzem mais de 52 mil suínos por ano. E tudo dentro de altos padrões de produtividade e de qualidade.

As conseqüências disto foram formidáveis. Melhorou muito a renda de centenas de famílias no interior do município e isto trouxe benefícios também para o comércio local, que se desenvolveu vigorosamente nos últimos anos. Muitos empregos foram gerados por causa disto.

Além de tudo, este aumento da produção rural resultou em melhoria na arrecadação de impostos pela prefeitura. No ano de 1996 o orçamento da prefeitura era de R$ 1,8 milhões. No ano seguinte, que foi o primeiro de governo desta administração transformadora, os resultados ainda não puderam ser sentidos. A arrecadação cresceu apenas 1,8 %, mas já pôde ser comemorada pois representou a interrupção do processo de queda de arrecadação que vinha acontecendo nos anos anteriores, com diminuição de até 15 % num ano.

Já no ano seguinte, 1998, os resultados do plano estratégico foram muito mais positivos. A arrecadação deu um verdadeiro salto, crescendo 39,38 % em apenas um ano. E, nos cinco anos seguintes, o crescimento manteve a extraordinária média anual de 13,45 %. Com isto, enquanto outros municípios da região apresentavam queda na sua receita de impostos, em Harmonia o índice de retorno de ICMS dobrou.

Isto significou um extraordinário aumento na capacidade da prefeitura realizar obras e prestar benefícios à população. Ao término da administração de Carlos Alberto, a situação do município era completamente diferente do que era nove anos antes. Tanto a prefeitura como a população têm condições bem melhores de concretizar os seus projetos e de enfrentar as dificuldades que aparecem. Nem mesmo o fechamento da fábrica Schmidt Irmãos, que no passado foi a maior do município, chegou a causar um forte abalo na economia das famílias, da cidade e da prefeitura.

Depois do incentivo inicial à produção de aves e de suínos – e já desfrutando do retorno assim conseguido – a administração municipal de Harmonia teve condições de estimular também outros setores da economia, como a indústria e o comércio. A administração de Carlos Alberto Fink conseguiu fazer, em apenas oito anos, com que a realidade econômica de Harmonia e dos harmonienses apresentasse uma extraordinária mudança para melhor.

A colheita

Primeiro foi preciso investir no aumento da produção, mas hoje os benefícios que a população de Harmonia está recebendo em conseqüência do desenvolvimento econômico já são muito visíveis.

Nestes últimos anos o abastecimento de água potável e de energia elétrica foi levado a todo o município. O posto de saúde foi reformado e ampliado e todas as escolas receberam melhoramentos. A área e prédios da Escola Estadual da sede foi adquirida pela prefeitura (inclusive com o campo de futebol) e já foi recuperado um destes prédios, no qual já funciona o ensino em turno inverso.

A criação da área industrial, com atração de novas empresas, proporcionou mais empregos no município. Entre 1997 e 2004 foram atraídas para o município 13 novas empresas, gerando 255 empregos.

E, como a vida não é feita só de trabalho e estudo, foi adquirida também a área do Parque Municipal, no qual está sendo construído o magnífico Ginásio de Esportes. O ginásio, que já está com grande parte das obras concluídas, será um dos maiores da região. E, junto com outros prédios do Parque como o já concluído pavilhão da Geração de Renda e Artesanato, servirá para a realização dos grandes eventos do município, como a Früchtfest.

Hoje, com praticamente todas as carências mais básicas da população atendidas, já é possível pensar em dar outro grande passo para o desenvolvimento do município: o asfaltamento das principais estradas do interior.

A atual administração pretende concretizar o asfaltamento da estrada para Tupandi e também a que liga Harmonia a São José do Sul. Dentro do município, são sete quilômetros que precisam ser asfaltados nas duas estradas. Obras de alto custo, mas que terão enorme importância para o desenvolvimento de Harmonia e da região. Está nos planos, também, a implantação de uma praça no centro da cidade e a canalização dos arroios que atravessam a área urbana.

Mas o maior benefício proporcionado pela administração municipal de Harmonia nestes últimos anos foi a abertura de possibilidades para a melhoria da renda das famílias. Além dos empregos gerados com a atração de novas empresas, também o progresso do setor rural teve um efeito significativo no aumento de renda das famílias. Em Harmonia existem 400 propriedades rurais, com 400 famílias que tiram da agropecuária ao menos uma parte da sua renda. Destas perto de 100 já foram beneficiadas com a implantação de modernos aviários e pocilgas com alta tecnologia. E também outras produções são incentivadas pela prefeitura. A citricultura continua forte, com mais de 1.600 hectares cultivados e existem mais de 1.000 hectares plantados com acácia e eucalipto.

Com os salários pagos pelas indústrias e o aumento da renda no setor rural, o comércio e os serviços também se fortaleceram na cidade, gerando mais emprego e renda. A atual administração dá continuidade a esta filosofia de impulsionar a economia do município e, conseqüentemente, a renda e a qualidade de vida da população. Mas, como hoje as finanças municipais estão equilibradas, pode oferecer outras vantagens ao povo e realizar mais obras do que foi possível no início do processo de recuperação econômica começado nove anos atrás.

  • Texto original escrito em 19 de agosto de 2009.

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