No dia seguinte ao da morte do colono, depois de feito o velório, acontecia o enterro.
Então, o corpo do finado, já devidamente acondicionado em seu caixão, era transportado numa carreta de bois até a igreja para participar da missa de corpo presente.

Da casa do colono até a igreja, havia geralmente um bom número de quilômetros para serem percorridos. E a carreta que conduzia o cortejo era acompanhada por um cortejo de cavaleiros. A missa e o enterro seguiam a orientação do padre ou pastor, de acordo com as tradições das respectivas igrejas. Não diferia muito dos ritos atuais. A não ser pelo fato de que, no caso dos católicos, o padre celebrava os ritos falando em latim.

Sobre o transporte do caixão em carreta de bois, conhecemos um caso muito interessante. O morto era, na verdade, um cataléptico, ou seja, estava apenas aparentemente morto. Os parentes e amigos, entretanto, não sabiam disso e já o estavam levando para ser enterrado. Quando o cortejo chegava perto do cemitério, ao dobrar uma esquina, a carreta que levava o caixão bateu com uma das rodas traseiras num poste de telefone, provocando um baque forte.

O caixão caiu para fora da carreta e, com isso, o defunto despertou do seu sono cataléptico. Vendo que estava dentro do caixão, ele começou a espernear e a bater nas paredes, até que alguns dos acompanhantes, mais corajosos, abriram o caixão e o libertaram. Graças a isto, ele pode viver mais seis anos.

Então ele morreu outra vez. De novo se fez o velório, a missa, aquela trabalheira toda. Quando a carreta ia chegando perto daquela mesma esquina em que havia acontecido o acidente acima relatado, a viúva chegou perto do carreteiro e, discretamente, o advertiu:
– Cuidado com o poste.

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