Sábado de tarde, o Fritz e o Johanes encontraram-se num armazém da colônia para tomar cerveja e comentar as novidades.

Logo no início da conversa, Fritz perguntou ao amigo:
– Tu não quer me vender aquela tua vaca malhada? Eu tô precisando duma vaca boa de leite.
– Olha, Fritz. Se eu pudesse eu até te vendia. Mas agora não vai dar.
– Não dá por que?
– A vaca morreu.
– Ora. Mas que pena!
– É. Foi pena mesmo.
– Mas me conta, Johanes. O que tinha a tua vaca?
– Ela, há tempo, já andava meio triste e acabou parando de dar leite. Então eu fui pro Caí, na farmácia do seu Maméde pedir que ele receitasse um remédio pra ela.
– Fez bem. O doutor Mamede entende muito dessas coisas.
– Pois é. Mas acontece que a Frida, minha mulher, também não andava bem.
– O que ela tinha?
– Umas coisas…. Não fica bem ficar falando aqui no armazém.
– Sim. Claro.
– Mas, continuando com o caso, o doutor Maméde me receitou uma injeção pra fazer na vaca e outra pra Frida.
– E daí. Elas não foram boas?
– Foram. Mas o problema foi que eu botei as duas no mesmo balaio e, quando cheguei em casa, não me lembrava mais qual era a da vaca e qua era a da Frida.
– Bah. E daí?
– Daí que eu resolvi arriscar e apliquei uma injeção na vaca e outra na minha mulher.
– E aplicou errado.
– Pois é. Troquei as injeção.
– E o que foi que aconteceu?
– A vaca parecia que ia melhorar. Passou aquela tristeza dela. Ela saiu pelo campo, pastando, e até andou se fresqueando pro lado do touro. Eu achei que ela ia ficar boa. Até comentei com a Frida: “Puxa! Mas esse doutor Maméde é um médico dos bons mesmo.” Pra que que eu fui falar. No outro dia, a vaca estava morta.
– Que lástima. Mas me conta. E a tua mulher? A injeção fez mal pra ela também?
– Não. A Frida vai bem. Ela tá dando 15 litros de leite por dia.

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