Círio e Ivany tiveram três filhos: Stella Maris, Cícero e Alexandre. Os dois mais velhos advogados e o mais novo economista Arquivo/FN

Círio Clemente Hartmann era filho de Albino Davi Hartmann, forte comerciante da localidade de Arroio das Pedras (interior de Bom Princípio). Albino tinha um armazém colonial e comercializava suínos e alfafa, entre outros produtos. Círio foi estudar em Porto Alegre, onde formou-se em Direito, enquanto seus irmãos ficaram pela região. Donato, Renê, Divo e Océlio (também conhecido como Soni) se estabeleceram no Caí. Os quatro foram proprietários de posto de gasolina na Vila Rica, além de distribuidora de bebidas e transportadora. Também mora no Caí a irmã Erna Hartmann Schmidt. Outras duas irmãs, Ledi Schneider e Noeli Seibel (casada com um irmão do prefeito de Bom Princípio Nestor Seibel) vivem fora da região.

A esposa de Círio, Ivany Theresinha, foi filha do falecido dentista felizense Ivo Assmann. O ex-prefeito Clóvis Assmann e o prefeito eleito de Feliz César Assmann são seus irmãos. Tanto Clóvis como César, quando jovens, moraram algum tempo na casa da irmã e do cunhado, em Porto Alegre e – certamente – foram influenciados por Círio no gosto pela atividade política.

Círio e Ivany tiveram três filhos: Stella Maris, Cícero e Alexandre. Os dois mais velhos advogados e o mais novo economista. Cícero e Alexandre formaram uma dupla de velejadores com destaque internacional.

Quando jovem, ainda estudante de Direito (na PUC), Círio elegeu-se vereador caiense pelo Partido Democrata Cristão. Assumiu em 1º de janeiro de 1964, no governo do prefeito Bruno Cassel, e renunciou ao cargo em 24 de dezembro de 1966, juntamente com outros vereadores (Armindo Carrard, Libório Schmitz, Átila Ramos), em protesto contra atitudes tomadas pelo prefeito Bruno Cassel. No mesmo ano de 1966, quando tinha 31 anos, Círio Hartmann concorreu a deputado estadual pelo PDC, ficando como suplente. Décadas depois ele voltou a concorrer a deputado pelo PSDB, também sem conseguir eleger-se.

Aposentado do serviço público, ele passou a atuar como advogado e empresário, junto com seus filhos. Ele era o patrono da Hartmann Advogados e da Hartmann Corretora de Imóveis.

Juntamente com a esposa, Círio fazia parte da diretoria da organização Uma Luz no Amanhecer, que desenvolve ações beneficentes para crianças e idosos dos bairros pobres de Viamão.

Segundo Arno Carrard, Círio Clemente Hartmann foi um modelo para outros jovens da região que vieram a se interessar pela política. Era culto e idealista e defendia as suas ideias com entusiasmo. Mostrou caminhos para outros jovens da região e foi o responsável pela indicação de Canísio Henrique Vogel (tio de Cirilo, Cláudio, João e Marlene Vogel) para dirigir o Arquivo Público do Estado, onde ele fez um trabalho extraordinário, revolucionando aquele órgão público. Círio Clemente Hartmann foi, também, um jovem elegante e atraente para as mulheres. Um “boa pinta”.

O pai de Círio, Albino Hartmann, foi importante comerciante de fumo, cultura que foi muito desenvolvida no Vale do Caí por volta da década de 1940.

Em sociedade com Fridolino Schmitz e Armindo Carrard, fundou a Mecânica Caiense, revenda e oficina de veículos instalada no bairro Vila Rica, que rivalizava com a empresa de João Pereira nesta área de atividade.

Círio Clemente Hartmann tinha 69 anos quando morreu assassinado, vítima de assaltantes que o atacaram na sua casa de veraneio na Praia da Barra no município de Garopaba, litoral de Santa Catarina. Poucos meses depois, sua esposa submetia-se a uma
pequena intervenção cirúrgica. No dia seguinte ao procedimento, sofreu uma parada
cardíaca e morreu.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here