A casa comercial de Christiano Trein, sob administração do seu genro Frederico Mentz, transformou-se num dos maiores conglomerados de empresas do estado. Arquivo/FN

Segundo filho de Franz Peter Trein, Christiano assumiu, em 1876, a casa comercial fundada pelo seu pai no Porto do Guimarães. Ele casou-se com Elisabeth Ritter (filha do rico comerciante Jorge Henrique Ritter de Linha Nova). Tornou-se sócio do cunhado, Henrique Ritter, com o que a firma passou a chamar-se Trein & Ritter. Isto até 1888, quando a sociedade foi desfeita e a empresa passou a ser denominada Christian J. Trein & Cia. Esta mesma empresa passou, posteriormente a ser administrada pelo genro de Christiano Trein chamado Frederico Mentz e, com o nome mudado para Frederico Mentz & Cia, transformou-se num dos maiores conglomerados de empresas do estado.

Christiano Trein tinha a sua casa comercial na esquina formada pelas ruas hoje denominadas 13 de Maio e Marechal Floriano. O mesmo prédio foi utilizado para a implantação de uma indústria téxtil que foi administrada por outro genro de Christiano chamado Antônio Jacó Renner, dando origem a um outro conglomerado de empresas: o grupo Renner, que veio a se tornar o mais notável complexo empresarial do estado na primeira metade do século XX.

Assim como Frederico Mentz (casado com Catarina Trein), AJ Renner (casado com Matilda, Trein) também transferiu os seus negócios para Porto Alegre. Christiano Trein, sogro de ambos (pai de Catarina e Matilda), já idoso, continuou morando no Caí até o seu falecimento em 1916.

Helena Cornelius Fortes deixou, em versos, um registro das lembranças de Cristiano Trein:

Onde hoje está o Ginásio
Cristiano Trein tinha armazém,
vendia muito a varejo e por atacado também.
Um quilo de feijão preto
custava um preto vintém.

Tempos depois Cristiano Trein
o seu armazém transformou
em fábrica de tecidos
à qual o seu genro associou,
nascendo então nesta terra
a firma que a história marcou.

A firma AJ Renner
na esquina da praça nasceu.
Mudou-se pra Porto Alegre
e espantosamente cresceu
O velho sócio Cristiano
sentado na esquina morreu.

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