A paróquia de Capela de Santana foi a primeira instalada no Vale do Caí

Capela de Santana começou a ser habitada muito antes do Caí e de Montenegro, entre os anos de 1738 e 1745. E a razão disto é que Capela sempre foi uma área de campos e não de floresta. Sendo, portanto, mais fácil e menos perigoso, para os primeiros colonizadores, se estabelecerem ali do que nas florestas mais ao norte.

Situada entre os rios do Sinos e Caí, a região de Capela foi conhecida inicialmente como Ilha do Rio dos Sinos. Em 1772 foi construida uma pequena igreja na localidade, dedicada a Sant’Anna. As igrejas pequenas são chamadas de capela e, com isto, o vilarejo que foi se formando em torno da igrejinha ganhou inicialmente a denominação de Sant’Anna do Rio dos Sinos e, mais tarde, Capela de Santana. Em 1814 foi criada oficialmente a Paróquia de Santana do Rio dos Sinos. Naquele tempo, as funções da igreja se confundiam com as do governo e a sede paroquial era, também, algo como uma sede de distrito. O que demonstra o desenvolvimento que aquela localidade já apresentava nesta época. De fato, em todo o extenso território que viria a constituir o município do Caí 60 anos mais tarde não havia, em 1814, nenhuma localidade mais populosa e importante do que a Capela.
No Caí, por esta época, apenas alguns moradores pioneiros estavam se estabelecendo. No ano de 1793, o português Bernardo Mateus* passou a morar próximo à margem esquerda do rio, no mesmo local onde se encontra a cidade de São Sebastião do Caí. Por isto, o local onde hoje está situada a cidade foi conhecido inicialmente por Porto do Mateus.
Em 1806 foi construida a casa de Manuel dos Santos Borges, acima da atual cidade e perto da corredeira que dificulta a passagem de barcos. A fazenda de Manuel dos Santos Borges prosperou bastante. Contava com um admirado pomar de laranjas e bergamotas entre outras produções bastante diversificadas. Devido à dificuldade de comunicação a fazenda produzia quase tudo que era necessário para viver. Poucos produtos eram vendidos para o mercado de Porto Alegre (para onde eram levados em canoas) e pouca coisa era comprada. O fazendeiro possuia escravos para ajudá-lo na produção.

Mais algum tempo e surge um novo vizinho. Era José Elias Vieira que, juntamente com sua esposa Fortunata, ergueu sua casa onde hoje está situado o bairro Vila Rica.

Em 1848 fixou-se no Caí a família de José Antônio Guimarães, que logo se destacou bastante. A ponto da povoação que ia nascendo próxima ao rio passar a ser conhecida como Porto dos Guimarães.

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