Vapor Salvador ancorado no cais do porto de São Sebastião do Caí Arquivo/FN

O primeiro cais do porto de São Sebastião do Caí foi construído em 1888. Mais tarde, na primeira gestão do intendente (prefeito) Alberto Barbosa (de 1920 a 1924) o cais foi ampliado. A navegação até ao Caí, que era difícil no século XIX devido à baixa profundidade do rio nas épocas de estiagem, melhorou com a conclusão da barragem Rio Branco. Esta obra, construída rio abaixo, perto de Pareci Novo foi iniciada em 1895 e concluída em 1906.

No tempo em que o doutor Caio da Cunha Cavalcanti exercia a função de juiz da comarca do Caí ocorreu um desabamento do cais. O juiz teria, então, enviado um telegrama ao governo, com os seguintes dizeres: “Dr. Borges de Medeiros, Palegre. Caes Cahy Cahiu. Caio.”

Nos seus tempos áureos, vapores de grande calado atracavam no porto, vindos de Porto Alegre. A viagem da Capital ao Caí durava em torno de oito horas, ou mais devido às paradas no caminho para embarque e desembarque de cargas e passageiros. Até 1940 os barcos a vapor faziam diariamente viagens entre o Caí e Porto Alegre e Caí a Montenegro.

Alguns anos depois estes barcos, que eram maiores e ofereciam mais acomodações para passageiros, foram substituídos por gasolinas, barcos mais voltados para o transporte de mercadorias.

O caiense Alzir Bach, falando com Luiz Carlos Mello, atual Diretor de Operações do DAER, obteve um esclarecimento sobre esse assunto.

O Caio a que se referia a anedota era Caio Brandão de Mello e nunca foi prefeito do Caí. Foi, sim, prefeito de Santa Cruz do Sul. Na verdade, o telegrama nunca existiu. Foi uma piada que fizeram com ele, quando o governador do estado, Cordeiro de Farias, lhe pediu para fazer uma visita ao Caí em nome do Governo.

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