A praça localizada em frente a Igreja Matriz do Caí já teve três nomes. Primeiro se chamava 15 de Novembro, posteriormente mudou para Praça João Pessoa e por fim, o nome que permanece até hoje: Praça Cônego Edvino Puhl. As características dos elementos da foto, como um caminhão parado em frente a praça, indicam que ela pode ter sido feita por volta de 1960. Arquivo/FN

A professoria caiense Neiva Esteves foi a primeira diretora do Museu Histórico Vale do Cahy, e destaca alguns pontos sobre a história do município de São Sebastião do Caí:

Neiva Esteves relata que, de Porto dos Guimarães, a localidade (que também foi conhecida como Praia, Porto Dona Theodora e Porto do Mateus) passou ser denominada São Sebastião do Caí. Porém, em 1939, por decisão do Conselho Regional de Geografia, o município passou a chamar-se apenas Caí. Mas em 10 de dezembro de 1958, por lei estadual, voltou a antiga denominação de São Sebastião do Caí.

A prefeitura
Segundo pesquisa da professora Neiva, a localidade de São Sebastião do Caí foi elevada à categoria de freguesia em 15 de abril de 1873. Foi a 87ª freguesia criada na Província de São Pedro do Rio Grande. Em 1° de maio de 1875, foi elevada à categoria de cidade, por lei federal. Estava, assim, constituído o município de São Sebastião do Caí. Na ocasião, o imperador Dom Pedro II governava o país e a província era presidida por José Antônio de Azevedo Castro.

Na época, os municípios eram governados pela câmara de vereadores. O primeiro governo municipal tomou posse no dia 25 de novembro de 1876. As sessões da câmara eram, então, realizadas numa casa alugada, mas logo foi providenciada a construção do prédio da prefeitura. O mesmo que até hoje se encontra na esquina das ruas Marechal Floriano e Pinheiro Machado. No dia 4 de março de 1886 foram entregues as chaves do prédio e a Câmara mudou-se para ele quatro dias depois.

Fala-se aqui do prédio da esquina. O segundo prédio, ainda utilizado pela prefeitura (secretaria da fazenda), foi construído mais tarde.

Primeiros povoadores
Neiva Esteves aponta que um dos primeiros povoadores da área onde hoje se encontra a cidade de São Sebastião do Caí foi José Elias Vieira, que chegou pouco depois de Manoel dos Santos Borges (este em 1806). José Elias era casado com Fortunata e eram seus filhos José Elias e Francisco Elias. A família estabeleceu-se onde hoje existe o bairro Vila Rica.

Ainda segundo Neiva Esteves, José Antônio Guimarães, que serviu como capataz para uma rica viúva, veio se estabelecer no Caí em 1808 (isto, presumivelmente, em Capela de Santana). Ele teve quatro filhos: Inácio, Lourenço, Pedro (que foi vereador caiense) e Antônio de Alencastro Guimarães (que em 1950 adquiriu muitos hectares de terra no local onde se situa a cidade de São Sebastião do Caí).

A praça
Quando foi criada, no final do século XIX, a praça Cônego Edvino Puhl recebeu o nome de 15 de novembro. A professora e pesquisadora Neiva Esteves relata que pouco depois da construção da torre da Igreja de São Sebastião do Caí (ocorrida em 1883), foi construída a praça, que ganhou o nome de 15 de Novembro (seria, portanto, após 1889, quando ocorreu a proclamação da república).

Nesta praça foi construído um prédio para o funcionamento do Clube 15 de Novembro (mesmo prédio que, posteriormente, foi usado como bar (Atafona), fórum, biblioteca pública, casa do artesão e agora abriga o Museu Histórico Vale do Cahy.

Posteriormente, a praça passou a se chamar João Pessoa (depois da morte do mesmo, em 1930). A praça ganhou o atual nome de Praça Cônego Edvino Puhl em 1988, após a morte deste sacerdote, que foi pároco da comunidade durante décadas.

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