Em 1814 a igreja e a localidade já haviam crescido e Capela se firmou como localidade mais importante da região,é criada a Paróquia de Santa Ana do Rio dos Sinos e com isto recebeu-se um pároco para rezar as missas e fazer todo o trabalho espiritual aos Capelenses da época. Num tempo em que Montenegro e o Caí sequer existiam Arquivo/Foto: Maria Tereza Oliveira Schiehll

O historiador Paulo Daniel Spolier faz uma contribuição sobre a história inicial de Capela de Santana:

“As terras doadas para a construção da Capela de Sant’Anna do Rio dos Sinos eram de propriedade do Capitão José de Azevedo e Souza, nascido na Colônia do Sacramento em 1764. Ele as recebeu como dote de sua mulher, Desidéria de Oliveira Guimarães, batizada em 27 de agosto de 1771, em Viamão.

Desidéria era filha do Capitão Custódio Ferreira de Oliveira Guimarães, homem forte de sua época, proprietário da Fazenda Nossa Senhora da Oliveira do Bom Jardim, que se estendia dos arredores da atual Capela de Santana até onde hoje é São José do Hortêncio.
Para entender: a mãe de Desidéria, mulher do Capitão Custódio, era filha de ninguém menos que Rafael Pinto Bandeira.

Além de José de Azevedo e Souza, seu irmão, o Tenente Joaquim Anacleto de Azevedo, casou-se com a outra filha do Capitão Custódio, Constança, e recebeu o dote de terras que posteriormente venderia em parte aos irmãos Teixeira, ainda no Pareci Velho. Assim, foi enraizada ainda mais esta aliança familiar entre os Azevedo e os Pinto Bandeira, visto que o próprio Rafael Pinto Bandeira casou-se em 02 de abril de 1788 com Josefa Eulália de Azevedo, irmã do Capitão José de Azevedo e Souza.

Complexas essas teias, mas é através de instrumentos assim que enriquecemos a história do Rio Grande do Sul.”

Nota: será que a fazenda Nossa Senhora do Bom Jardim não ia até um pouco além de São José do Hortêncio, chegando até Ivoti?
Como se sabe, a atual Ivoti era conhecida, antigamente, como Bom Jardim.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here