Foto aérea da praça matriz de São Sebastião do Caí, provavelmente, na década de 1950 Arquivo Fato Novo

Arno Kusminsky, em artigo no Fato Novo n°17 afirmou que a primeira linha telefônica implantada no Rio Grande do Sul ligava as cidades de Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre, São Leopoldo e a vila de São Sebastião do Caí. E comentou que o “Caí foi, portanto, uma das primeiras cidades gaúchas a contar com os serviços de telefonia, o que se justificava, pois nesta época (última década do século XIX) nossa cidade constituía-se num dos mais importantes centros comerciais do estado. Oito vapores faziam a linha Caí-Porto Alegre e haviam seis hotéis na cidade.”

Carlos Henrique Hunsche, em artigo publicado nesta mesma edição do Fato Novo comentou que depois dos anos de ouro da navegação no rio Caí, veio a retração.

“Em 1922, firmas importantes como a de Henrique Ritter F° (cervejaria), de Frederico Mentz (produtos agrícolas) e de A.J. Renner (tecidos), todas de origem caiense, haviam já transferido as suas sedes para Porto Alegre, e outras famílias de destaque e peso econômico haviam deixado o município. Este processo retrativo, além de outros motivos, alguns de origem política, começou com a decisão inexplicável, dos próprios caienses, por volta” (da virada) “do século, de rejeitar a estação da estrada de ferro (VFRGS) que ligaria Porto Alegre a Santa Maria da Boca do Monte e que, originalmente, passaria por São Sebastião do Caí.”

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