No ano de 1758, o padre Clarque (vigário da paróquia de Triunfo) fez um levantamento de todos os moradores da sua paróquia com idade para se confessar e comungar. Ele relacionou 507 pessoas e assinalou que no ano anterior este número era de apenas 251 Reprodução/Internet

No ano de 1758, o padre Clarque (vigário da paróquia de Triunfo) fez um levantamento de todos os moradores da sua paróquia com idade para se confessar e comungar. Ele relacionou 507 pessoas e assinalou que no ano anterior este número era de apenas 251. O que dá uma ideia de que a população da região de Capela aumentava vertiginosamente naquela época em que o Rio Grande do Sul apenas começava a ser colonizado.

Bernardo Batista e seu cunhado Manoel Mendes moravam na fazenda situada próxima a Montenegro, que se chamava Bom Retiro. Já o pai de Bernardo, que se chamava João Batista Rosa, residia na fazenda que ficava à margem esquerda do rio Caí, ao sul do arroio Cadeia, local que corresponde atualmente ao Pareci Velho. Nesta fazenda viviam ainda a esposa de João Batista, os filhos e alguns escravos. Entre os escravos, o padre Clarque relacionou um chamado João Parassi, que era casado com Francisca Bela. Nos livros de batismo das paróquias de Viamão e de Triunfo o monsenhor Neis encontrou registros de batismo de vários filhos deste casal, inclusive Maria, nascida em 1756; Paula, em 1759; Ana, em 1761 e Antônio, em 1765.

Ana Bela, a mulher de João Parassi, era mulata e consta também num documento da época que, ao nascer, foi declarada forra (liberta) pelos seu senhor João Batista Rosa e pela mulher deste, Maria Bela. João Batista da Rosa, conforme já vimos, era o proprietário da fazenda situada no lado esquerdo do Rio Caí e que corresponde aproximadamente à atual localidade de Pareci Velho.

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