Hoje, São José do Hortêncio é uma cidade moderna e bem estruturada, embora pequena. Foto da igreja de São José / Crédito: Jacson Hartmann

A área hoje ocupada pelo município de São José do Hortêncio tinha, em meados do século XIX, um morador chamado Hortêncio Leite, razão pela qual chamava-se o local de Picada do Hortêncio. Ali o governo imperial decidiu instalar uma parte dos imigrantes alemães que estava atraindo para o Rio Grande do Sul.

A imigração para o estado começou em 1824 e foi forte até 1830, com a chegada de milhares de famílias alemãs. Ela foi feita por iniciativa do imperador Dom Pedro I, que estava preocupado em povoar a província do Rio Grande, uma vez ela que era muito pouco habitada e vivia sob ameaça de ser invadida pelos castelhanos sediados em Buenos Aires.

Os colonos alemães chegavam a São Leopoldo, onde era destinado, para cada família, um pedaço de terra no qual eles pudessem plantar e ganhar a vida. Uma parte destes colonos foi, a partir de 1828, instalada em Picada Hortêncio e, com isto, a localidade cresceu rapidamente. Em 1948, foi transformada em freguesia desmembrando-se da freguesia de Capela de Santana. Os colonos se instalavam no meio do mato. Derrubavam árvores abrindo clareiras e picadas (caminhos) e suas primeiras casas foram cabanas feitas de troncos ou de sapé (uma mistura de palha e barro). Como os colonos tinham muitos filhos e estes, quando cresciam, precisavam de mais terras para plantar, a colonização foi se expandindo. Por volta de 1850, ela foi avançando para localidades vizinhas de Hortêncio, como Arroio Bonito, Vigia, Picada Cará, Bom Princípio e Feliz.

O crescimento de Hortêncio, e destas outras áreas de colonização próximas, foi importante para o Caí, pois depois de algum tempo os colonos descobriram que era vantajoso levar as suas mercadorias de exportação até o Porto dos Guimarães, para de lá serem escoadas para Porto Alegre.

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