Texto publicado em 1901 pelo jornal "O Alto Taquari", de Lajeado, descreve uma fonte de água no Seminário de Pareci Novo como algo misterioso Divulgação/Internet

O jornal “O Alto Taquari“, de Lajeado, publicou o seguinte texto sobre Pareci, em 1901 (transcrição em linguagem atualizada):

Em Pareci está o Seminário da ordem jesuíta, estabelecido na casa da antiga Fazenda de São Benedito.

Este povoado, devido aos esforços de emérito filantropo Coronel Paulino J. Teixeira, terá dentro de breve uma importância real. Primeiro por sua situação, visto que seu porto oferece franco acesso à navegação do esplêndido rio Caí; segundo, porque, desde que receba ele estradas comunicando-o diretamente com Garibaldi, infalivelmente, ali virão ter as cargas da colônia italiana.

O Seminário ocupa o vasto prédio da antiga Fazenda, onde o Coronel José Ignácio Teixeira, esse velho educado e espírito de natureza brilhante, exerceu a sua atividade, deixando aos filhos, em largos quadros impressos – as máximas de Kant, com as quais comungava.

Tem hoje o estabelecimento religioso mais de 40 alunos, que ali se educam e vivem na maior alegria do espírito, a par de uma saúde corporal fortificada pela salubridade do Pareci. A povoação cada dia toma maior incremento.

Ali existe uma fonte misteriosa que, se estivesse em um estado do Norte, daria para exploração da crendice popular.

Essa fonte de água esplendorosamente cristalina, salubre e agradável por sua limpidez e sabor, é intermitente. A água aparece por jatos, contendo grande soma de ar, formando um gargarejo que o povo traduz à sua vontade. Estivesse ela em terra de supersticiosos, e já teria sido explorada como milagrosa para tudo. Felizmente, porém, está no Rio Grande, onde é impossível fazer propaganda de mistérios.

O Pareci já tem muitos prédios e bons; sua pequena indústria consiste num engenho de sera de propriedade do Sr Jacob Ely, que há muito dedica-se a tal gênero de comércio.
Bem em frente está a antiga Fazenda Pareci Novo, de propriedade do Coronel Paulino, no município de São Sebastião do Caí.

Dali contempla o republicano a sua obra e medita talvez de que poderia ser o maior senhor daquela ubérrima zona, se não fosse a política que foi e é ainda o “outrum” de sua fortuna.

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